No último sábado (11), a equipe do coletivo Plantear-UFPR (Planejamento Territorial e Assessoria Popular) esteve presente no Projeto de Assentamento (PA) Contestado, na Lapa (PR), para a terceira oficina de discussão do Planejamento Territorial.
O encontro reuniu 34 pessoas para a sistematização de demandas e desejos da comunidade para a ampliação do planejamento territorial nas novas áreas que estão sendo abertas, debatendo temas como: mobilidade, relação com a natureza, infraestrutura e outras questões fundamentais.
“A comunidade permanece unida e forte! É essencial ter a formação política do porquê da luta pela terra”, diz Jackson Raimundo da Silva, que faz parte da comunidade do Contestado.
Júlia Ribeiro, doutoranda na pós-graduação em Geografia (PPGGeo-UFPR) e bolsista do Plantear, conta que com a oficina foi possível identificar as principais reivindicações e os encaminhamentos para a sequência do trabalho. “A primeira oficina foi em fevereiro, e apresentamos possibilidades do que pode ser o desenho da ampliação do assentamento e no último dia 11 de abril os núcleos de base trouxeram esse retorno para a gente entender os interesses coletivos”, explica.



As oficinas do Planejamento Territorial acontecem a cada segundo sábado do mês na comunidade. Ao final da oficina do dia 11, Camila Fernanda, uma das lideranças, convocou a comunidade a estar presente nas próximas discussões ressaltando a importância de dialogar e tomar decisões em conjunto.
No final de 2025, o Plantear fez a entrega do PAA (Plano de Alienação e Aplicação) para a comunidade do Contestado. Esse processo materializa a venda de um reflorestamento remanescente que será doado para a comunidade e está em fase final. É o primeiro documento do tipo no país e é um ponto importante para o desenvolvimento do Contestado.
Tags: Contestado, Lapa, Mst, Paraná, Plantear, Reforma Agrária, Universidade Federal do Paraná